
Como forma de assinalar, neste dia 31 de Janeiro, os 115 anos decorridos sobre a revolução republicana de 1891, esta imagem (gravura publicada na revista Illustração) onde se documenta a proclamação do novo regime feita a partir da varanda da Câmara Municipal do Porto, bem como o modo como então se saudou e festejou aquela vitória da liberdade - ainda que efémera, como dolorosamente se viu logo depois...!
- com chapéus e bengalas ao alto...
Mas, a 31 de Janeiro de 1908 - há que recordá-lo aqui também - em plena ditadura de João Franco, depois de esmagada a reacção revolucionário republicana de 28 de Janeiro, o rei Carlos I assinou um decreto que conferia ao ditador poderes de excepção, permitindo-lhe perseguir, prender e deportar, sumariamente (ie: sem processo judicial), qualquer pessoa suspeita de republicanismo activo ou de mera insubmissão ao regime e ao governo, decreto esse que terá motivado o atentado regicida levado a cabo no dia seguinte...
(Texto de Luís Mateus)
É costume dizer-se que em vez de se dar o peixe a quem tem fome, se deve dar a pesca.
Bill Gates vai mais longe na estratégia e em vez de dar a cana, ensina a pescar. Cria-lhe o “vício”.
Vejamos a notícia:
“A Microsoft Portugal pretende formar um milhão de portugueses em tecnologias de informação, nos próximos cinco anos. O projecto vai avançar em parceria com o Estado, anunciou hoje o director-geral da empresa em Portugal. Na União Europeia, a empresa pretende formar vinte milhões de pessoas.”
Quem lucra com as vendas?
O CDS/PP anunciou o lançamento de uma petição, aberta a todos os portugueses, para se propor ao Governo e à Assembleia da República a revogação da recente portaria de que resultou o aumento dos combustíveis.
A ideia é boa, mas poderá dar a ideia de oportunismo político. E, já que se está com a mão na massa, porque não avançou o líder Ribeiro e Castro para uma luta de baixa de preços dos combustíveis, que não apenas esta da portaria?
Apostamos que os portugueses lhe ficavam reconhecidos!
Miguel Frasquilho, vice-presidente do Grupo Parlamentar do PSD faz esta terça-feira, no «Jornal de Negócios» uma “colagem” com extraordinária oportunidade, escrevendo: “Cavaco Silva ganhou mesmo as eleições presidenciais de 22 de Janeiro passado. E, portanto, temos realmente reunidas as condições para o que tem que ser feito. Para fazer «Portugal Maior»”.
... e esta notícia de que Bill Gates apoia plano tecnológico de Sócrates ´e uma delas!
Aníbal Cavaco Silva, o recém-eleito Presidente da República, fez já saber que procederá, logo após a sua tomada de posse, à nomeação de novos ministros para os cargos na Madeira e nos Açores. Isto numa altura em que o presidente do Governo da Região Autónoma da Madeira, Alberto João Jardim, insiste na desocupação do Palácio de São Lourenço, residência oficial do representante da República naquela região autónoma.
Como ante título, na página 5 do «Jornal de Negócios» pode ler-se que “Lei fica sujeita a controlo de qualidade” e como título o seguinte: “Produção legislativa vai ter estudo de impacto económico”.
Assalta-nos esta curiosidade: Quanto irá custar o estudo?
Depois de Passos Coelho ter anunciado que deixa a vida partidária, em clara contestação à falta de oposição de Marques Mendes ao PS, vem agora António Capucho afirmar que “Mendes tem de se assumir como protagonista”.
Pelo que se percebe começam a surgir muitos notáveis do PSD a exigirem um líder à altura...
O PÚBLICO desta segunda-feira apresenta-nos um trabalho de José António Cerejo onde o jornalista nos dá conta de que o “IPPAR permitiu destruição de um troço subterrâneo de sessenta metros do Aqueduto das Águas Livres”, na Av. D. Carlos I.
O nadador Tiago Venâncio alcançou os mínimos para integrar os 4x200 metros livre nos Mundiais de piscina curta, a realizar entre 5 e 9 de Abril, em Xangai, na China, ao realizar a marca de 1.48,75 minutos.
O vice-presidente do PSD, Pedro Passos Coelho anunciou, este sábado, que irá abandonar a actividade partidária, mas escusou-se a revelar as razões o levaram a tomar esta decisão.
Manuel Alegre ainda não decidiu se vai continuar ou não como vice-presidente da Assembleia da República.
Para já, vai continuar de baixa médica até dia 13 de Fevereiro…
O «Diário de Notícias» diz que as autarquias violaram a lei ao contratarem, no ano passado, 3.920 trabalhadores, mais do dobro do que as aposentações registadas na administração local (1.870).
Se o Estado não dá emprego às pessoas, quem o fará? Eu?
Se as pessoas não receberem vencimento ao fim do mês, onde arranjarão dinheiro para sustentar a família?
Como é que se viola a lei ao dar emprego a quem quer que seja?
Porque é que a referida lei não é extensiva ao Parlamento? Onde, por cada dois deputados que fossem reformados só entraria um para o hemiciclo?
Seria uma forma de o legislador perceber o que é preciso…
A edição de Fevereiro do "Setúbal - Guia de Eventos" encontra-se disponível e chega nos próximos dias aos habituais pontos de distribuição e às caixas de correio dos subscritores desta publicação da Câmara Municipal.
O Partido Ecologista “Os Verdes” critica o Governo pela escolha do tema da
“desburocratização e simplificação administrativa” para o debate mensal com
o primeiro-ministro, considerando que, face à realidade com que os portugueses
foram confrontados no início deste ano - subida de impostos e do custo de vida,
designadamente em bens essenciais como o pão ou os transportes públicos e
decréscimo do poder de compra dos trabalhadores - é significativa a escolha feita pelo executivo do PS.
Sob este título, Manuel Ennes Ferreira, docente do ISEG, escreveu no «Diário Económico» da passada terça-feira a propósito do que chama uma excelente ocasião.
“Abre-se agora uma excelente ocasião para que o governo de José Sócrates possa reforçar a sua aposta declarada em Angola. O capital que Cavaco Silva tem ali não é negligenciável.
O blog Leste de Angola, pegou no assunto, o que mereceu o seguinte comentário do empresário Carlos Baltazar:
“Estes comentaristas, só não me dão vontade de rir, porque a situação é demasiado séria. Desde quando, que órgãos de soberania entregues à direita mais retrógrada da sociedade, se preocupam em reforçar os laços de amizade e cooperação com os PALOPS, sem a perspectiva do neocolonialismo e subserviência ao controlo global das economias dos países produtores de matérias-primas, preconizados pelo imperialismo americano? Já trabalhei em Moçambique e em Angola durante o consulado cavaquista, e sei do que estou a falar. Bonitas palavras, dentro e fora do país de resto zero." O capital que Cavaco tem ali e aqui é zero", é o capital, sim, mas no sentido estrito do termo, isto é os interesses dos capitais dos bancos e das grandes multinacionais.”
Artigo publicado esta sexta-feira, na coluna «Verticalidades» do semanário Primeira Página:
Poderíamos ser tentados a escrever “rei morto, rei posto”, mas a realidade é bem outra. A monarquia é que está morta e enterrada e a República comemorará o centenário em 2010 e até já há comissão constituída para organizar o evento.
O que aconteceu foi apenas a eleição de Cavaco Silva para suceder a Jorge Sampaio.
É a primeira vez, em mais de trinta anos de Democracia, que teremos um Presidente da República, oriundo da área política entendida como centro-direita. A esquerda não está habituada - como se compreende - a esta realidade, mas saberá conjugar os seus interesses com a realidade e, arranjará discernimento para impedir que os seus receios sejam um dia realidade.
A esquerda lançou todas as cartas que julgou úteis e oportunas para derrotar o candidato apoiado pelo PSD e pelo CDS, mas o povo, na sua soberana decisão entregou, por apenas cerca de sessenta e quatro mil votos, o cargo a Cavaco Silva.
Os candidatos líderes partidários não esconderam o seu comprometimento com o partido e com o cargo que ali exercem e conseguiram resultados mais ou menos equiparados à expressão popular alcançada noutros sufrágios.
A diferença residiu na soma dos votos alcançados por Mário Soares (apoiado pelo Partido Socialista) e Manuel Alegre (dirigente mas que se candidatou à revelia do PS) e a quem o resto da esquerda atribui o triunfo de Cavaco Silva, o que, compreensivelmente é refutado pelo directório presidido por José Sócrates.
É certo e notório que a esquerda terá de reflectir nestes resultados para compreender o que a levou à derrota, mas também é imperioso que o PS, no seu todo, saiba evitar que o movimento que os apoiantes de Alegre se propõe dinamizar, não dê origem a um novo partido.
A dúvida reside no modo como os apoiantes de Alegre forem recebidos de regresso às suas tarefas no PS, pois sabe-se que “desobedeceram” às orientações do órgão dirigente para o apoio a Soares.
Se estes militantes forem hostilizados, um novo partido pode surgir.
Jorge Santos
Há dias disse a Carlos Humberto que tinha "pena" dele por o terem levado à presidêcia da Câmara Municipal do Barreiro. Hoje soube da sua eleição para presidente da Junta Metropolitana de Lisboa.
Esta sexta-feira, terei de falar novamente com o edil e dizer-lhe-ei que não invejo a árdua tarefa que tem pela frente.
O título é do DN e diz assim: "Tenho estudos mas não tenho emprego porque sou cigana".
O Jornal de Negócios diz-nos que “Empresas vão poder criar ‘marca na hora’ já no Verão”.
O IAPMEI prepara mecanismo que vai estar disponível nos CFE e conservatórias.
Será que a velocidade não anula a eficiência?
Um em cada cinco trabalhadores (21,7 por cento) por conta de outrem tem contrato de trabalho precário, somando cerca de 236.600 trabalhadores da região de Lisboa, denunciou esta quarta-feira a União dos Sindicatos de Lisboa (USL) junto do Governo.
O director do Refúgio Aboim Ascensão disse que Portugal tem cerca de cem mil crianças em perigo e um défice de estruturas para as acolher temporariamente de forma a evitar que sejam vítimas de maus-tratos ou abusos.
Relatório acusa CIA de subcontratar tortura, revela esta quarta-feira o DN, onde se pode ler:
É altamente improvável que a CIA possa ter desenvolvido qualquer actividade clandestina ou ilegal na Europa sem o conhecimento dos respectivos governos ou dos seus serviços de informações.
Desde sempre se disse que somos um povo de brandos costumes. Não interessa se somos ou não, pois é mais importante que o não sejamos, até para termos margem de manobra para tratar os assuntos, como deve ser, no momento próprio.
Isto a propósito de uma polémica entre dois fulanos ligados ao futebol, a que as televisões dão tempo sem fim e os jornais gastam montes de páginas.
Será que um tal Pinto da Costa e um tal José Veiga, só por serem dirigentes de colectividades desportivas, têm mérito suficiente para que se perca tanto tempo com eles?
É isto com estes assuntos que os jornalistas portugueses perdem tempo?
No final da polémica – porque terá um fim – quem ganham os portugueses com isto?
Acordemos! Há coisas mais importantes para tratar e resolver.
O Maganice iniciou a sua actividade em 17 de Novembro de 2003. Devido a problemas ocorridos com o primitivo servidor o Luís Cruz optou por criar um espaço em endereço próprio a que hoje tem início.
Como diz o autor "o Maganice é um espaço bem português e como tal faz-se à portuguesa: quando apetece e quando há tempo. Sim, porque um português é um homem tão ocupado que só sabe dizer:
NÃO TENHO TEMPO."
A TVCabo alterou as transmissões analógicas por digitais e convidou os clientes a irem às lojas trocar as “boxes”.
Até aqui tudo bem, embora se saiba que chegaram a telefonar aos clientes para marcar a altura em que iriam a casa fazer a mudança e raramente cumpriram.
Contaram-nos que a funcionária se entretém a abrir cada caixa na frente do cliente – perdendo um tempo infindo – em vez de ter uma já aberta para servir de modelo.
Alertada para o caso, respondeu: - Nunca tinha pensado nisso.
Tantas coisas simples que não se pensam...
O constitucionalista Vital Moreira lança, no artigo “Vencedores e vencidos” que edita hoje no «Público», três questões importantes:
- O que vai fazer Cavaco Silva com a sua histórica vitória?
- O que vão fazer o PS e a esquerda em geral com a sua derrota?
- Que vai fazer Alegre com o seu sucesso pessoal?
De louvar o esforço que o actual governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, irá fazer por mais uns anos pois aceitou o convite do Governo para fazer mais um mandato à frente da instituição.
A notícia foi revelada, em Bruxelas, pelo ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos.
Não tenho ninguém para dizer bem.
Não acredito que Portugal vá ficar "maior".
Sempre tive como doutrina não transmitir dúvidas e não é agora que o farei. Mas estou convencido de que a população de Canas de Senhorim tem motivos para começar já a organizar uma cerimónia de boas vindas ao recém-eleito Presidente da República…
A população de Canas de Senhorim despediu-se neste domingo de eleições de Jorge Sampaio.
O acto foi uma reacção ao que dizem ter sido o mal que o Presidente da República fez ao povo daquela terra.
Uns dirão que o povo tem razão, outros acharão que não.
Mas uma coisa diz o provérbio: - “Atrás de mim virá… quem melhor fará!”
Vamos ver se a sabedoria popular ainda está correcta.
Alberto João Jardim, com o espírito de iniciativa que lhe conhecemos, aproveitou a ideia de Luís Filipe Scolari, que em 2004 levou os portugueses a colocarem a bandeira nacional às janelas, aquando do Mundial de Futebol, mandou agora fazer oitenta mil bandeiras da Autonomia da Madeira para distribuir por todas as casas da ilha onde ele manda.
Há aqui uma pequena diferença. Enquanto que em 2004 cada um dos portugueses que quis manifestar o seu apoio à selecção nacional de futebol teve de comprar a bandeira, desta feita, o presidente da Madeira vai oferecê-la a qual será paga pelo Governo Regional (leia-se por todos nós).
Publiquei esta sexta-feira, no semanário «Primeira Página» o seguinte artigo:
"Mandam os princípios democráticos que, no domingo, todos devemos cumprir o nosso dever cívico de votar.
Seis candidatos se apresentam a sufrágio e a cada um dos portugueses com capacidade para exercer o direito de voto cabe o escolher e decidir em quem confiar para, durante cinco anos, exercer o mais alto cargo de Magistrado da Nação.
À disposição dos eleitores está também a decisão de votar em “branco” ou “nulo”.
A abstenção é o que se não deseja. A abstenção é, salvo outros contras, mais ou menos importantes ou influentes, o entregar na mão dos outros a decisão que não quisemos tomar.
Neste fim-de-semana as atenções não se fixam apenas no sufrágio eleitoral que irá (começar a) definir quem será o Presidente da República nos próximos cinco anos.
Por causa das eleições, o futebol terá as jornadas da Superliga e da Liga de Honra antecipadas para sábado, dia destinado à reflexão política. Os simpatizantes da modalidade encontrarão aqui um escape para exercitarem a capacidade de enfrentar a derrota ou mentalizarem-se para não extravasar em demasia as alegrias do triunfo, pois uma vitória hoje, nem sempre significa o triunfo final.
Também este fim-de-semana (aqui de sexta a segunda-feira) muitos dos portugueses centram a sua atenção nos jogos da Santa Casa, pois quer o Euromilhões, o Joker, o Totoloto, o Totobola quer o Lotodois têm para sortear “jackpot” de valores mais variados.
E, tal como em muitas coisas da vida, deixamos de nos importar com o que consideramos de pouca importância. Estão também assim os valores dos prémios em disputa. O “velho” Totoloto, que tantos milionários fez, queda-se pelos 77.000 euros. O Totoloto, até há bem pouco tempo a grande ambição, dá-nos agora “apenas” milhão e meio de euros, e o Lotodois, fica-se pelos 800.000 euros. As atenções saltam para o Euromilhões com 125 milhões de euros.
Temos todos a tentação de sonhar com o Euromilhões esquecendo-nos de apostar nos outros jogos que também têm prémios apreciáveis."
Jorge Santos

O Presidente da República, Jorge Sampaio, condecora esta sexta-feira, o engenheiro António Segadães Tavares.
Segadães Tavares foi distinguido internacionalmente, há pouco mais de um ano, pelo trabalho desenvolvido nas estruturas do aeroporto de Santa Catarina, na Madeira.
Segadães Tavares foi o responsável pelas estruturas da famosa "Pala do Cisa" do Pavilhão de Portugal, no Parque das Nações, em Lisboa, do Centro Cultural de Belém e, mais recentemente, do Pórtico do Parque José Afonso, na cidade de Setúbal.
A notícia é do Jornal de Negócios de ontem e reza assim, em título:
"Pinto da Costa é quem mais negoceia acções da própria empresa".
E esclarece:"O presidente do conselho de administração da SAD do Porto, Pinto da Costa, é o administrador mais activo na bolsa nacional, quando se trata de comprar e vender acções da própria empresa".
A trabalhadora que em Novembro de 2004 assumiu o leme de uma empresa de confecções de Arcos de Valdevez - na sequência do súbito «desaparecimento» dos patrões alemães - acaba de comprar a fábrica por um euro.
A revelação foi feita, esta quarta-feira, em conferência de imprensa, pela própria trabalhadora, Conceição Pinhão, que acrescentou ter a escritura pública de compra da unidade fabril "Afonso - Produção de Vestuário" sido assinada na semana passada.
É caso para dizer: - Ainda dizem que a vida está cara!
Os bombeiros portugueses vão desencadear a recolha de assinaturas para uma
petição à Assembleia da República com o objectivo de alargar a este órgão de
soberania o debate que têm mantido com o Governo, a propósito da renovação
dos protocolos com o Ministério da Saúde para a prestação de serviços de
transporte de doentes e de socorro pré-hospitalar às populações.
O presidente do Conselho Directivo do Instituto para a Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho (ISHST), Jorge Gaspar, e o presidente do Conselho Directivo da Escola Superior de Educação de Beja (ESEB), Vito de Jesus Carioca, assinam esta terça-feira, um protocolo de colaboração entre as duas instituições no âmbito da educação para a segurança e saúde no trabalho.
A parceria integra-se no projecto de criação de uma rede de cooperação com as
escolas superiores de educação do país iniciado em 2005 pelo ISHST, no âmbito do seu Programa Nacional de Educação para a Segurança e Saúde no Trabalho (PNESST).
Gostei de ouvir o primeiro-ministro, falando em Melides, no concelho de Grândola, esta tarde na apresentação de dois projectos turísticos, chamar ao local “Costa Vicentina” à Costa Azul, no Litoral Alentejano.
Veio-me à memória aquele senhor ministro (creio que da Economia) do Governo de Durão Barroso, identificar Palmela (na Península de Setúbal, Área Metropolitana de Lisboa) com o Litoral Alentejano.
Constata-se que a incompetência está equiparada e que certas pessoas não sabem o que dizem nem do que falam. Falam porque estão vivos, mesmo investidos no papel de governantes.

Luiz Pacheco, Afonso Filhó e Jorge Santos, na comemoração do 1.º de Maio de 1966, na Quinta de S. Paulo, em Setúbal.
O escritor Luís Pacheco, escreveu, no livro “Crítica de Circunstância”, editado em 1966 e imediatamente apreendido pela PIDE, que “todo o artista precisa de um cachecol.
Vem isto a propósito das imagens de campanha eleitoral, que nos mostram os mais fanáticos apoiantes de cada candidato aparecerem sempre de cachecol ao pescoço.
Luís Pacheco, que naquele texto solicitava que lhe dessem “fraldas para a Géninha, leite em pó, pastéis de bacalhau, latas de conservas”, entre outras coisas, terminava, depois de mencionar o endereço para onde haveriam de lhes enviar os géneros solicitados, com a frase: “o artista agradecido”.
Vendo as imagens de campanha fico com a ideia de que os senhores que andam de cachecol de campanha, não fazem mais do que solicitar um lugar de assessoria, embora não tenham coragem de assinar “o político agradecido”
Elisabete Jacinto, que se encontra em Dakar depois de ter sido obrigada a abandonar a sua participação no Lisboa-Dakar, foi homenageada pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK), que a distingui com o Prémio Prestígio.
Este prémio, que significa o reconhecimento internacional da carreira da piloto portuguesa, foi atribuído a Elisabete Jacinto durante a gala que homenageou os
campeões da temporada de 2005.
Os deputados do Grupo Parlamentar "Os Verdes", Heloísa Apolónia e Francisco Madeira Lopes, reunirão esta segunda-feira, com a Sociedade Portuguesa de Engenharia Sísmica e com o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, para abordar concretamente a capacidade que o país tem para fazer face a fenómenos sísmicos de intensidade, que possam implicar com a segurança das pessoas.
A organização do rally Lisboa-Dakar decidiu neutralizar a última etapa prevista para este domingo, devido aos trágicos acontecimentos verificados nos últimos dois dias.
O anúncio foi feito ao final do dia de sábado.
A prova de domingo servirá apenas de ligação e não será cronometrada.
O Lisboa-Dakar fez hoje mais uma vítima. Todas as mortes são de lamentar, mas o piloto da moto que perdeu a vida este ano, foi vítima dele próprio.
Os nativos que morreram estavam na terra deles e foram atropelados. Provavelmente as famílias receberão indemnizações… mas isso conta?
Sabe-se do efeito benéfico do marketing e o Lisboa-Dakar é um bom meio.
Os patrocinadores não ficarão com remorsos de estarem a utilizar um meio que provoca mortes?
Os escritores António Rebordão Navarro, Augusto Baptista, Francisco Duarte Mangas, Leonel Moura, Miguel Miranda e Teresa Saavedra vão ter obras publicadas em Itália, revelou a Campo das Letras, que dá chancela aos autores em Portugal.
José Teófilo Duarte aborda, no Blogoperatório, a polémica gerada em torno da “homenagem” que Manuel Alegre fez à memória de Álvaro Cunhal e aos dotes de cantor revolucionário de Cavaco Silva.
O que está em Portugal é dos portugueses
A polémica posta a circular sobre as utilizações de nomes de pessoas ou cantorias, por mero exercício de retórica eleitoral, provocaram alguma confusão em vários meios de comunicação. Discussão inútil? Penso que não. Vejamos:
Jerónimo não gostou que Alegre usasse Cunhal, em homenagem ao seu percurso como anti-fascista. É puro oportunismo por parte de alguém que sempre combateu as ideias do antigo secretário-geral do PCP, diz o actual dirigente comunista.
Também sobre Cavaco foram lançados cobras e lagartos pelo simples facto de ter cantado a "Grândola vila morena" quando se deslocou aquela terra alentejana, na companhia do tótó do presidente da câmara.
Ora o que está aqui em causa não é o direito de propriedade. Qualquer um dos casos referidos poderá ser apreciado por quem o quiser. E todos temos o direito de o manifestar. A expressão de afectos é livre. Poderemos ter a sensação que Jerónimo dispara na direcção errada ao insistir no alegado abuso. Perderemos o nosso tempo ao manifestarmos perplexidade acerca dos súbitos dotes de cantor de Cavaco. Mas uma coisa é certa: Nem Alegre alimentou, nunca, grande apreço pela personalidade de Álvaro Cunhal, nem Cavaco mostrou grande entusiasmo pela data de Abril em que foi utilizada a canção como senha para a revolta dos militares. Nas comemorações que assinalaram os 30 anos da revolução, limitou-se a revelar o seu enfado por causa da confusão que reinava no país, numa altura em que regressava de Londres e se preparava para se instalar na capital portuguesa. Também ninguém lhe reconhecerá, ao contrário de a Manuel Alegre, um átomo de admiração por José Afonso.
Estamos, portanto, em ambos os casos, perante puro cinísmo eleitoral. E isso não é bonito de se ver. Digo eu.
É claro que eles se podem manifestar, mas nós também, que diacho!
JTD

O jornal digital «Repórter.Online» revela-nos que ss trabalhos arqueológicos que a autarquia setubalense está a realizar no Convento de Jesus têm permitido comprovar registos históricos e descobrir artigos pertencentes a quem, ao longo dos tempos, ocupou o monumento.
A Badoca-Actividades Turísticas vai investir cerca de cinquenta milhões de euros na construção de um parque temático no concelho da Moita, que deverá abrir portas em 2009.
A autarquia já aprovou o protocolo para a cedência de um terreno com cerca de 37.000m2, em Pinhal do Forno, com vista à construção do parque. O administrador da Badoca, Francisco Almeida, revelou ao «Região de Setúbal Online» que “as diversões do parque irão representar acontecimentos históricos e características nacionais2.
Elsa Costa e Silva relata no DN que Portugal tem cerca de sessenta mil pessoas a exercer engenharia ilegalmente. A denúncia parte do presidente da Associação Nacional de Engenheiros Técnicos (ANET), que afirma ainda ter elementos sobre profissionais que assinam 900 projectos por ano. A situação, diz Augusto Ferreira Guedes, não é nova, mas "é preciso assumir que temos um problema e que não tem havido coragem para actuar".
Se me sair o totoloto ou outra coisa no género vou investir nas cimenteiras. Porquê? Porque li hoje no DN que a co-incineração é economicamente vantajosa para as cimenteiras.
Faz hoje dez anos que Jorge Sampaio foi eleito Presidente da República.
Se o próximo inquilino do Palácio de Belém for como ele… já não é mau.
O presidente do conselho executivo da Liga dos Bombeiros Portugueses
lamentou, no final da primeira reunião do novo conselho executivo, realizada na Guarda, que, “muitos dos serviços prestados pelos bombeiros às populações possam deixar de ser pagos pelo Ministério da Saúde, desconhecendo-se quem irá suportar esses custos”.
Duarte Caldeira lamentou que “essa possível decisão se insira nas alterações
que aquele Ministério pretende introduzir nas regras de acesso aos
benefícios do Serviço Nacional de Saúde que até agora eram gratuitos”.
Na reunião foi decidido nomear a equipa que vai dar continuidade imediata à
ronda negocial iniciada em Dezembro último com o Ministério da Saúde que,
segundo aquele responsável, “terá também a ver com esta nova questão”. No
âmbito deste mesmo tema, o conselho executivo deliberou avançar com uma
petição dirigida à Assembleia da República no sentido de ser debatido no
seio daquele órgão de soberania a carta reivindicativa aprovada pelos
bombeiros portugueses no encontro realizado em Santarém em Outubro do ano
transacto.
Globalmente, as negociações com o Ministério da Saúde enquadram-se na
necessidade urgente da elaboração de novos protocolos reguladores dos
serviços de transporte de doentes e de emergência pré-hospitalar assegurados
pelas associações/corpos de bombeiros 24 horas por dia.
A esse propósito, Duarte Caldeira, sublinhou que, “não podemos admitir que
se adie por mais tempo a definição de um novo quadro regulador da
participação dos bombeiros na prestação dos cuidados à população,
particularmente quando pairam sombras negras sobre a sua continuidade”.
Aquele responsável reiterou que, “as negociações já iniciadas com o
Ministério da Saúde irão prosseguir com grande determinação”.
Na mesma reunião procedeu-se à distribuição dos vários pelouros pelos novos
membros do conselho executivo da LBP.
A realização desta reunião na Guarda, ficou associada à tomada de posse dos
novos órgãos sociais da federação de bombeiros daquele distrito, realizada
no mesmo dia em Pinhel, no âmbito do centenário da associação de bombeiros
local.
O semanário «Primeira Página», editado na região de Palmela e Setúbal, publica esta sexta-feira, na coluna “Verticalidades” assinada pelo jornalista Jorge Santos, este texto, com o título Reformas:
O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, disse, esta semana, num programa de televisão, que corremos o risco de daqui a dez anos não haver dinheiro para pagar as reformas.
A declaração do governante não caiu bem no meio sindical e de imediato os secretários gerais da UGT e CGTP vieram a terreiro demonstrar que o governante não sabia o que estava a dizer.
A conversa do ministro Teixeira dos Santos foi tão descabida, que Vieira da Silva, ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, se viu na obrigação de vir esclarecer que afinal a ruptura financeira da instituição que paga as pensões de reforma não está em risco.
Devem os governantes e outros detentores de cargos públicos ter mais cuidado quando são chamados a prestar declarações aos órgãos de Comunicação Social, para não cometerem calinadas como a que foi proferida no programa «Prós e Contras» da RTP.
Devem os governantes e outros detentores de cargos públicos, estudar com atenção os processos sobre os quais têm de tomar posição, quer esta seja proferida em público ou em sede de decisão.
E para que o povo possa acreditar que o Governo está a trabalhar para garantir um futuro melhor e mais justo para todos, devem os ministros definir estratégias para que o aparelho de Estado cumpra a sua missão.
Cabe ao Governo definir estratégias para obrigar todos os empregadores a cumprirem as suas obrigações para com a Segurança Social.
Recentemente o ministro da Solidariedade Social veio dizer que foram detectados uns milhares de trabalhadores que estavam de baixa ou a receber subsídio de desemprego e a trabalhar.
É, de facto, uma situação irregular que se impõe combater. Mas há que perguntar se foi detectado pelos Centros Regionais da Segurança Social algum empregador a beneficiar desta irregularidade por ter ao seu serviço trabalhadores a receberem subsídio de desemprego ou de baixa.
É que as dívidas das empresas à Segurança Social incluem também os descontos já feitos aos trabalhadores.
Vi em vários jornais, fotos de Cavaco Silva em cima de um carro a falar às “massas” e veio-me à memória aquele episódio da candidatura de Ramalho Eanes, quando se ouviram uns tiros e o general saltou, como bom militar, para o tejadilho da viatura.
Como Eanes faz parte da comissão de honra do candidato algarvio, não lhe fica mal ter dado umas orientações de como fazer...
O JN dá-nos hoje a conhecer que milhares concorrem aos estágios na Função Pública.
O matutino nortenho diz-nos que “só na Direcção-Geral de Impostos estimam-se em 9.000 os candidatos para 677 vogas”.
As ofertas de trabalho dirigidas a jovens licenciados à procura do primeiro emprego cifram-se em treze candidatos para cada vaga.
A ministra da Educação disse esta quinta-feira que o novo modelo de colocação de professores vai permitir criar cerca de seis mil vagas de quadros de escola, metade das quais destinadas a docentes de educação especial.
Gostei do «Clube de Jornalistas» que passou, esta noite, na RTP2, moderado por Ribeiro Cardoso, e onde se discutiu o trabalho e o comportamento dos profissionais do jornalismo.
O «Clube de Jornalistas» está a comemorar o seu segundo aniversário.
Os noticiários dão-nos conta de vários sismos sentidos nos últimos dias.
Nada de extraordinário se passa, pois sabe-se que tal se deve à agitação em que o País vive.
O mal está em que o tremor é tanto que faz disparar os sismógrafos.
O ex-primeiro-ministro veio a terreiro manifestar-se contra a eleição de Cavaco Silva para PR, o que revela alguma frontalidade.
Mas, porque foi secretário de Estado do também ex-primeiro-ministro algarvio, fica-nos a dúvida se PSL quer ser referido como foi Cadilhe (também este ministro de Cavaco) ao afrontar o candidato pelo PSD e CDS.
Os jornalistas estão a fazer a cobertura do jogo entre o Pinhalnovense e o Vitória de Setúbal, trabalhando numa espécie de terraço sobre os balneários. É ali que estão instaladas umas cadeiras e é também da li que sai o som para todo o campo. Isto dá para se perceber em que condições trabalham os jornalistas.
Mas, porque hoje é dia de Taça, a malta não se preocupa...
E nos dias de campeonato, quais são as condições que os jornalistas que cumprem a sua obrigação no campo Santos Jorge, no Pinhal Novo, têm?
Já aqui escrevi que, a propósito da possibilidade – segundo afirmação do ministro das Finaças, Teixeira dos Santos – da Segurança Social esgotar os fundos para o pagamento de reformas. E dizia que “não vejo o ministro, nem os seus pares, definirem estratégias para obrigar os empresários a não fugirem aos pagamentos à Segurança Social”.
Hoje a CGTP-IN acusou o patronato de subdeclarar salários, desviando "milhões de euros" da Segurança Social, com "pesadas consequências" no financiamento do sistema, apelando ao cruzamento de dados e ao reforço da fiscalização.
Conforma eu dizia há dias: - Não vi os responsáveis tomarem medidas para que os empresários sejam obrigados a cumprirem os seus deveres, mas espero ver.
A SIC, segundo revelação do Diário Económico, desta quarta-feira, quer maior intervenção de repórteres seniores e especialistas de forma a proporcionar o grande salto qualitativo da informação.
Acreditamos que a partir de Fevereiro o «Jornal da Noite» nos dê melhor informação.
O Jornal de Negócios titula, na primeira página, que “Soares defende aumento da idade de reforma”.
Não se nega a capacidade que o ilustre senhor tem, mesmo tendo em consideração a bonita idade de 81 anos.
Mas, o ex-Presidente da República não pode estar a avaliar os outros por si, pois corre o risco de ouvir o que não quer.
O ministro das Finanças disse o que disse e está dito.
O ministro das Finanças, talvez inconscientemente – e não é aceitável que um governante tenha tais tomadas de posição – lançou o pânico no seio dos trabalhadores.
Carvalho da Silva, da CGTP e João Proença, da UGT, vieram a terreiro demosntrar que o ministro falou do que não sabia.
E a prova de que os representantes dos trabalhadores têm razão em desmascarar o ministro Teixeira dos Santos, foi a tomada de posição de que Vieira da Silva, ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, teve ao vir publicamente dizer que “existem condições para vencer as dificuldades de sustentabilidade da Segurança Social, desde que sejam tomadas as medidas adequadas”.
A Câmara de Setúbal vai avançar com as alterações sugeridas pelo despacho do Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional que determinou a não apre-sentação do Plano de Pormenor do Vale da Rosa e Zona Oriental de Setúbal a Conselho de Ministros para ratificação, lê-se no site Repórter.Online.
O ministro das Finanças disse ontem na RTP que há que reformular o sistema de segurança social, para que – a continuar o actual modo de pensões – daqui a dez anos os que forem reformados tenham algum dinheiro para receber.
Tudo correcto, mas não vejo, assim como não vi antes, este e outros ministros apresentarem qualquer ideia para inverter os acontecimentos.
Não vejo o ministro, nem os seus pares, traçarem perspectivas para que os jovens tenham empregos e possam, assim, entrar no rol dos que pagam contribuições.
Não vejo o ministro, nem os seus pares, definirem estratégias para obrigar os empresários a não fugirem aos pagamentos à Segurança Social.
Não vi, mas espero ver.
Jorge Santos
“Se a generalidade dos poderes presidenciais são virtuosos quando usados com parcimónia e moderação, já são devastadores quando utilizados de forma excessiva ou abusiva”
In «Público» 10.1.2006, pág. 5.
O ministro do Ambiente não irá submeter o Plano de Pormenor do Vale da Rosa (Nova Setúbal) a Conselho de Ministros por "incumprimento" das condições exigidas na declaração de 'utilidade pública'.
Um despacho do ministro Nunes Correia, de 29 de Dezembro do ano passado, inviabiliza, pelo menos por agora, um mega empreendimento urbanístico que previa a construção de seis mil fogos, equipamentos, zonas comerciais e de um novo estádio de futebol na zona oriental da cidade, no âmbito de um acordo tripartido entre o principal promotor imobiliário, a Pluripar, a Câmara Municipal e o Vitória de Setúbal.
A qualidade do serviço de Internet em Portugal é globalmente boa, mas as velocidades máximas publicitadas pelos operadores raramente são atingidas, segundo um estudo da Anacom - Autoridade Nacional das Comunicações hoje divulgado.
Em média, as velocidades a que se conseguem aceder à informação na Internet é entre 50 a 60 por cento abaixo do máximo publicitado pelos operadores, conclui o estudo.
O Jornal de Negócios desta segunda-feira diz-nos que “turistas espanhóis consideram que Portugal é pouco interessante”.
Na mesma página, outro título revela que “Grupo Pestana quer duplicar número de noites ocupadas por espanhóis na rede de hotéis e pousadas”.
Só não consegui descortinar qual é a táctica ou plano de marketing para alterar o modo de pensar dos nossos vizinhos.
Cerca de 80 pessoas, entre as quais actores e encenadores, concentraram-se, este domingo à noite, à porta do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, numa vigília de apoio ao director António Lagarto, que deverá ser substituído na próxima semana.
A sessão desta sexta-feira, à noite, das "Conversas com o Presidente", iniciativa da Câmara Municipal de Setúbal, inédita no País, registou a participação de três munícipes, que colocaram sete perguntas a Carlos de Sousa, todas respondidas.
A próxima sessão deste "chat" de conversação, aberto à participação de todos,
através do sítio de internet da autarquia, em http://www.mun-setubal.pt, está
marcada para dia 19, às 22 horas.
As "Conversas com o Presidente", retomadas agora depois de três sessões realizadas em Agosto do ano passado, destinam-se a potenciar o uso das novas tecnologias de comunicação e informação e a estimular o exercício da cidadania, através da troca de ideias e da apresentação de questões sobre a vida do concelho, no espírito de aproximação da gestão autárquica dos munícipes.
Encontra-se em subscrição uma petição que tem por objectivo tornar oficial o idioma português na ONU, à semelhança do que já sucede com o Árabe, Chinês, Espanhol, Francês, Inglês e Russo.
Enquanto portugueses e herdeiros de um legado linguístico e cultural com quase nove séculos de existência, que ao longo da sua história teve o condão de espalhar-se pelos vários cantos do Mundo, devemos crer que esta é uma iniciativa merecedora da atenção de todos nós
http://www.petitiononline.com/AB5555/petition.html
“A Verdade a que temos direito!”
Foi com este lema que há precisamente trinta anos apareceu, como vontade de uma cooperativa formada por trinta jornalistas, «o diário», jornal que foi, até 1991, uma referência para a esquerda portuguesa.
Nem todos concordavam com o conteúdo do jornal mas era reconhecida a qualidade com que era trabalhada a informação.
Diziam também os entendidos que o suplemento de desporto de «o diário» era o que de melhor se editou em Portugal.
Jorge Santos
O semanário regional (Setúbal e Palmela) oferece-nos na coluna «Verticalidades» este texto de Jorge Santos:
Sonhar
O Natal já lá vai. Terá sido bom para uns e normal para outros. É sempre assim. Uns com mesa farta, porque - por questões de educação - há que dar um pouco de alegria à casa nesta quadra. Outros não tiveram mais do que a miséria que os tem acompanhado ao longo da vida.
A seguir veio a passagem do ano.
A festa prolongou-se para os primeiros e não passou de mais uma noite para os outros.
Grandes reveillons em zonas turísticas, com banquetes em casinos e hotéis. Mesa farta e bem regada com bons vinhos e champanhe. Outros contentaram-se com as doze passas e um espumante comprado no supermercado, depois de uns camarões.
Também houve quem nada tivesse e se contentasse com o enroscar num velho cobertor para que o frio não tornasse a noite ainda mais longa.
Antes do Natal desejaram-se as Boas Festas a que se respondia por delicadeza ou cortesia. Gastaram-se muitos euros a enviar bonitos postais e bateram-se recordes nacionais a enviar mensagens por telemóvel.
Na passagem de 2005 para 2006 desejou-se um Bom Ano, como se isso dependesse de cada um de nós.
Quantas pessoas, que sabem que o dia de amanhã será muito pior do que o de ontem, ouviram desejar-lhe as maiores felicidades para o ano que agora começa?
Até os candidatos à Presidência da República desejam votos de um bom ano aos eleitores, mesmo conscientes de que qualquer que seja o eleito o nosso futuro não se altera.
Os candidatos sabem que andam a vender ilusões neste período que antecede o sufrágio de 22 de Janeiro, pois raramente falam das competências de um Chefe de Estado, gastando a maior parte do tempo como se estivessem numa campanha para eleições legislativas.
Entretanto, e porque estamos no princípio do ano, vamos traçando metas para os doze meses que sucessivamente se avizinham, como se tudo recomeçasse.
É esta alteração no último dígito do número que nos indica o ano da era vigente que nos vai dando alento para lutar pelo sonho de que o Mundo será mais livre, mais igual e fraterno.
O Conselho de Ministros aprovou hoje uma Proposta de Lei para a alteração do Imposto de Valor Acrescentado, de 21% para 5%, para os serviços de limpeza das florestas, uma das medidas implementadas no âmbito da prevenção contra os fogos florestais.
Luís Cruz, aconselha-nos a ler, com um post no mag@nice, a que deu o título “cultive-se” e onde diz que “há um grupo de pessoas que sistematicamente se lamentam – “não tenho tempo”. É de desconfiar dos que nunca têm tempo. No trabalho, normalmente os que nunca têm tempo são os que menos fazem; os outros, como fazem parte do núcleo dos organizados, conseguem dispor de tempo para tudo."
O JN publica hoje um trabalho em que nos diz que “as despesas domésticas cresceram um terço em 12 anos”, onde se fica a saber que, em média, cada cidadão consome 16,5 toneladas de produtos por ano.
O estudo - porque de um estudo se trata – diz-nos que cada um consome 45,2 quilos por dia.
Será? Em média dá isto?
Sim, em média, pelos números que nos apresentam dá, mas tenho dúvidas... que as minhas contas estejam certas, já que acredito que o estudo esteja bem feito.
Vital Moreira diz, no Diário Económico desta quinta-feira, a propósito da soberania empresarial que “o único modo seguro de manter o controlo nacional de empresas estratégicas é conservá-las em mãos públicas”.
José Teófilo Duarte faz, no Blogoperatório, uma cirurgia ao dia a dia da maioria dos portugueses e a isso chama uma história simples.
Desta vez, como ele diz, não fala de livros nem de música, escreve sobre transportes públicos.
Tenho um amigo, mais doido do que eu, que desde há alguns anos, regista diariamente o que come ao longo do dia.
A “madurice” não se fica por aqui, pois todas as segundas-feiras faz a análise do que lhe fez mal ou não e escreve o comentário que lhe vem à cabeça e nem sempre é simpático consigo próprio.
Hoje, no decorrer do almoço que há anos temos uma vez por semana, com outros amigos, o Fernando disse-nos que esteve a analisar a agenda do ano passado e que chegou à conclusão de que mantém, contra sua vontade, o mesmo peso.
O Fernando tem 115 quilos e diz que ficaria muito satisfeito se no mostrador da balança aparecessem apenas dois dígitos.
O Fernando, para além de outras qualidades – que são muitas – tem a particularidade de nunca implicar nem gozar com os magros.
A BMW foi a marca que registou a maior subida de vendas no ano passado. A Audi e a Volvo também ficaram satisfeitas com os resultados alcançados no nosso País.
Os bons resultados podem ser considerados uma contradição num ano que se disse de crise instalada, mas há que ter em atenção que o Governo tomou posse no primeiro trimestre e daí resultou também a alteração nos executivos de nomeação política que gerem as grandes empresas...
Ora aqui temos uma vantagem da queda de um governo.
A D. Vi voltou, depois de um mês de “férias”, e foi com alegria que vimos a sua janela aberta.
Verá minha ilustre vizinha que, agora que sabemos que está em casa, iremos tocar mais vezes à campainha.
O Luís Cruz tem-me falado muito da sua aldeia, mas nunca me disse o nome da terra onde vive. Forma de estar que aceitamos e compreendemos. Certamente com o propósito de evitar que o incomodemos na paz da sua reforma.
Mas pelo que descreve do seu passeio matinal, tudo nos leva a crer que vive em Portugal.
O candidato presidencial Cavaco Silva afirmou, esta terça-feira, ser a "escolha certa" para fazer de 2006 um "ano de viragem" e sublinhou o papel decisivo que o chefe de Estado pode ter no futuro do País.
Cavaco é sincero quando afirma tal, mas eu sei que "por aí não vou"!.
A edição 2006 da Rota dos Sabores Tradicionais, uma iniciativa da Câmara Municipal de Évora, é apresentada no sábado, no Convento do Espinheiro, com a presença do historiador José Hermano Saraiva.
Nos próximos cinco meses a iniciativa será dedicada aos pratos de caça (Janeiro), porco (Fevereiro), sopas (Março), borrego (Abril) e doces (Maio).
De acordo com a CME, a terceira edição contará com a participação de três pastelarias especializadas em doces conventuais.
Adega do Alentejano,
O Antão,
O Aqueduto,
Café Alentejo,
Cerca Nova,
A Choupana,
Cozinha Alentejana,
Cozinha de Santo Humberto,
Divinus,
Divor (Graça do Divor),
Fialho,
O Garfo,
O Grémio,
Jardim do Paço,
Luar de Janeiro,
Medieval,
O Moinho,
A Muralha,
Pousada dos Lóios,
Ricardo (Valverde),
S. Luís,
Sol Poente,
Taverna,
O Templo,
Vauban,
Vinho e Noz
são as “casas” que fazem parte desta “rota”, a que se juntam as pastelarias: Conventual,
O Fidalgo
Pão de Rala.
Os nossos economistas, ministros e que tais, deveriam, de vem em quando, dar uma saltada aos sítios onde o povo conversa, mas, na “impossibilidade” de o fazerem, por mera falta de tempo, aconselhamos a que dêem uma saltada ao mag@nice, onde o Luís Cruz, sob o título “ressaca” nos dá a conhecer como quem tem pouco faz contas.
Ora vejamos:
O pessoal aqui da aldeia não gosta de ser iludido com essa coisa de aumentos em percentagem, assim como repudia falar em euros. Dizem, com todo o saber que 1% parece que não é nada e que 1 euro cheira a pouco, mas na realidade é uma ilusão. Como cresceram a pagar tudo em escudos é nessa moeda que gostam que lhes falem sobretudo quando se trata de aumentos para melhor terem noção de quanto vão pagar a mais.
Dou-lhes uma certa razão porque o peso que há seis anos tinham 200 escudos esvaiu-se quando repentinamente passaram a valer 1 simples euro. É o preço que pagamos pelo nosso esquecimento.
Como a moeda em termos numéricos passou a ser menor o povo tem razão quando prefere fazer as contas, nem que seja mentalmente, em escudos. Por exemplo: se hoje dizemos que pagamos 50 cêntimos por uma bica parece pouco, mas se raciocinarmos em escudos representa 100 e é bom ter presente que uma bica custava, antes da entrada do euro, uns módicos 50 escudos; quer isto dizer que seis anos depois pagamos o dobro, assim como convém recordar que os vencimentos sobem, em média, uns míseros 2% ao ano, largamente absorvidos pela inflação, logo, pagar o dobro significa que estão a entrar na bolsa dos aldeãos.
Agora, para que nós, os saloios que pagamos a factura compreendamos melhor estes trocadilhos de percentagens e euros façamos um exercício à moda aqui da aldeia:
Compare-se o custo de uma hipotética factura, de ontem, dia 31 Dez. 2005, com a factura referente às mesmas compras, mas efectuadas hoje, dia 01 Jan. 2006 (valores aproximados em euros):
Factura em 31 Dez. 2005:
10 litros gasolina - 12,5
portagem – 5
transporte público – 1
electricidade – 50
pão – 3
tabaco – 2,55
pequeno alomoço – 2,5
Total 76,55
A factura do dia seguinte:
10 litros gasolina - 12,9 (aumento de 4 cêntimos por litro)
portagem – 5,14 (aumento de 2,8%)
transporte público – 1,023 (aumento de 2,3%)
electricidade – 51,15 (aumento de 2,3%)
pão – 3,3 (aumento até 10%)
tabaco – 2,9 (aumento de 35 cêntimos/por maço)
pequeno alomoço – 2,75 (aumento até 10% produtos pastelaria)
Total: 79,163
Para quê tanta fumaça se afinal o aumento da factura se cifra em 2,163 simples euros? Contas à moda da cidade o aumento geral é aproximadamente de 3,4% o que representa pouco. Pois é, mas agora vamos fazer as contas à maneira do povo aqui da aldeia: o Alfredinho, que é funcionário público a contrato, ganhava, em 2005, 100 contos; com o aumento previsto (1,5%) vai ganhar 101,5. Como é que a gente aqui na aldeia há-de compreender, senhores governantes, que segundo as contas da cidade a tal factura aumente 3,4% e o ordenado do Alfredinho apenas aumente 1,5%? Voltando às contas feitas na aldeia o Alfredinho vai dar, só por conta da mesma factura, mais 434$00 (os tais simples 2,163 euros), mas o seu aumento de ordenado é de apenas mil e quinhentos escudos!
Ele não acredita, nem eu. Ninguém acredita.
Esqueçam que isto é tudo mentira. Sou eu que estou ressacado.
Ouvi, há dias - sem entender bem - a notícia de que o primeiro-ministro tinha caído e pensei logo que iríamos ter eleições porque automaticamente caía também o Governo.
Mas não. Eu não tinha ouvido tudo.
José Sócrates tinha caído, quando estava esquiar na Suiça, e teve mesmo de recorrer aos serviços de um posto de saúde (coisa que nunca terá feito entre nós, penso eu).
Dizem os noticiários que o nosso primeiro-ministro está melhor e já está em Portugal.
Hoje, ouço os noticiários e apanho com um rol interminável de produtos e serviços que vamos de ter de pagar com preços agravados por brutos aumentos.
E dou por mim a pensar que o nosso primeiro-ministro está melhor, mas o povo está cada vez pior.